O abuso chegou a um ponto tão grande que o Agente resolveu filmar o assédio e publicar na internet como um pedido de socorro, pois a instituição faz vista grossa e finge não haver nada de errado. Enquanto os supervisores e este gerente para se justificarem, apenas dizem que "a ordem veio de cima", a gestão da instituição não acata a abertura de processo administrativo disciplinar contra seus comissionados, ao contrário das punições dadas aos agentes, que não passam nem pelo devido processo, o que leva a crer que realmente a perseguição aos concursados é uma ordem superior.
Recentemente, foi mapeado pelos agentes, várias ocorrências na delegacia contra os 'superiores' comissionados. Tem contra o Diretor de Transportes, que ameaçou um agente. Contra este gerente, que também praticou abuso em outra situação. Contra o Gerente de Transito, uma por ter caluniado um Agente no posto de trabalho e outra por assédio sexual contra uma Agente concursada, dentre algumas outras, que estão sendo apuradas. O que demonstra ser uma prática comum na instituição e que nunca foi administrativamente analisada.
Interessante que este Gerente também esta na fila de espera dos concursados da STT, já que ele no tempo do concurso (2009) era supervisor (também comissionado) e com muito sacrifício conseguiu ficar na posição 215 no concurso, onde, após o TAF foi pra 156ª colocação. Ou seja, um grande interessado em fazer os atuais agentes saírem, pra que surjam mais vagas e ele garanta a convocação.
Este fato foi denunciado coletivamente ao Ministério Público de Camaçari pelos agentes de transporte de STT, no dia 16 de abril de 2013, onde foi representada diversas ações de abuso, perseguição, assédio e a própria suspeição deste, já que é o maior interessado na exoneração dos atuais agentes, porém, o Ministério Público até a presente data não se pronunciou sobre o caso.
Nesta situação do vídeo, o gerente insinuou que o agente esta com problema no fardamento, mas, ao seu lado, um comissionado sem estar devidamente fardado o acompanhava passivo na ação. E o mais interessante é foi editada uma portaria da instituição, regulamentando o fardamento, porém, de forma muito superficial e vaga, o que, pela natureza jurídica, é indevida, já que fardamento é uma matéria de regimento interno, que deve ser instituído por força de lei e não por uma mera portaria. Este é mais uma das façanhas de sobreposição legal que a instituição inventa, já que a recente tempo, teve coragem de exonerar dois servidores por meio de um processo administrativo forjado e ilegal.
Enquanto o gerente esta recebendo o salário para perseguir verificar se o Agente esta 'devidamente' fardado, esquece de verificar se os veículos estão devidamente regulares, já que segundo levantamento, 23 veículos da frota deveriam ser proibidos de rodarem desde 01 janeiro de 2013, conforme disposição do TAC – Termo de Ajustamento de Conduta, assinado junto ao Ministério Público, e que cabe à STT fiscalizar o cumprimento por parte dos permissionários. Algo que não vem sendo feito, principalmente pelo fato de nunca ter sido entregue aos agentes de transportes o talão de multas, que é a principal ferramenta do fiscal e pelo fato de os veículos retidos pelos agentes, não passarem nem 24 horas no pátio da STT e logo serem liberados e na maioria das vezes com o mesmo problema retornam às operações.
O descaso com o sistema, o assédio aos agentes de fiscalização, os abusos de poder e autoridade, o desrespeito aos munícipes, já esta virando uma constante no que deveria ser a Mobilidade Urbana em Camaçari.
O descaso com o sistema, o assédio aos agentes de fiscalização, os abusos de poder e autoridade, o desrespeito aos munícipes, já esta virando uma constante no que deveria ser a Mobilidade Urbana em Camaçari.
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