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sábado, 27 de julho de 2013

ÔNIBUS SUCATEADOS DE EM CAMAÇARI

 Mesmo tendo sido firmado um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) entre a Prefeitura, STT, cooperativas e empresa de ônibus, que evitou a licitação das linhas e entrada de concorrência no sistema, a população sofre a duras penas com o atraso de um ano no seu cumprimento. Linhas abarrotadas e com horários inconstantes, superlotação e veículos sem condição de uso e sem segurança para condutor e passageiros, falta de acessibilidade, são alguns dos cotidianos problemas inerentes à imobilidade urbana de Camaçari.

Nesta quinta feira (25), os agentes de fiscalização de transportes da STT de Camaçari, Correia e Mário Reis, ambos diretores do Sindttrans, procederam a abordagem em um veículo da COOASTAC, nº de ordem 1160, que faz linha para São Vicente/ UNEB para constatar se a manutenção do mesmo foi feita, pois havia sido retirado de linha no dia anterior e retornado para garagem para fixação das barras metálicas internas de apoio dos passageiros. A surpresa maior foi que além das barras estarem mais soltas ainda o veículo encontrava-se sem extintor e com disco de tacógrafo vencido a dias, mas mesmo assim foi colocado em circulação pela cooperativa.

Além dos equipamentos de segurança, os agentes detectaram que o cinto de segurança do motorista estava amarrado à cadeira e que o veículo estava muito velho para seus sete anos de fabricação, além de extremamente sujo. As barras de segurança interna amarradas por corda de nylon e fita isolante, junto com  outros muitos ‘armengues’ encontrados.

Ao ser determinado o recolhimento do veículo ao pátio do Ciretran, dois diretores e o presidente da Cooperativa apareceram no fato e atrapalharam o serviço, impedindo que o motorista conduzisse o veículo ao pátio, ordenando eles que o carro fosse para a garagem da cooperativa ou então abandonariam o carro em pleno ponto de ônibus, o que engarrafaria o centro da cidade.
 Após ameaças do presidente, que disse que iria atropelar os agentes caso os visse na rua, e, após desacato, na frente dos passageiros no ponto, os agentes solicitaram apoio de uma guarnição policial, que deu suporte no recolhimento do veículo até o pátio do Ciretran. Ao avistar a guarnição o presidente sumiu, esquivando-se de tomar um flagrante por ameaça e desacato. Mas apareceu no dia seguinte (sexta, 26) em uma radio da cidade e declarou que o seu veículo foi preso por causa de uma ‘bobagenzinha’. Traduzindo: extintor, tacógrafo, cinto de segurança do motorista, barras de segurança soltas e sujeira excessiva dentro e fora do veículo. Uma carcaça.
 Já os agentes, se dirigiram à delegacia registrando mais uma ocorrência de ameaça e desacato feita pelo presidente, a qual desta vez será encaminhada ao Ministério Público além de proposta ação judicial, conforme orientação do setor jurídico do Sindttrans. 




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