Confirmando o sofrimento
da população Camaçariense com o transporte público, nesta segunda pela manhã foi
flagrado um micro-ônibus, de número de ordem 1113 da Cooastac, com um dos assentos
do banco do passageiro solto e jogado ao chão, em pleno sinal de descaso para
com a manutenção deste item que em caso de falha resta em acidente ao usuário. Na
ocasião, foi comunicado a um preposto da cooperativa a grave falha e
determinado que o veículo fosse retirado de linha para que fosse feita a
manutenção. Como era de se esperar, pela tarde o veículo operava normalmente e
quando foi novamente abordado, a fiscalização observou que o banco foi
meramente colocado no lugar, como se concertado estivesse. Mais uma vez foi
retirado de linha, já que os fiscais não dispõem de talão de multa para
notificar os infratores do transporte público. Ainda pela tarde, em uma
abordagem de rotina, o veículo 1102 de propriedade do próprio presidente da cooperativa Cooastac, Ramiro Alves de Sena, foi detectado que o mesmo operava com a
documentação vencida e com o tacógrafo fora de funcionamento o que levou ao recolhimento
do veículo para o pátio do Ciretran.
O mais intrigante
é que este veículo é dotado de apenas uma porta, o que segundo o TAC (termo de
ajustamento de conduta), assinado junto ao Ministério Público, já não poderia
mais operar, porém o mesmo encontra-se com o adesivo da vistoria de 2013 em seu
pára-brisa, levando a crer que foi vistoriado e liberado para rodar pela STT
(superintendência de Trânsito e Transporte de Camaçari), em visível
descumprimento ao TAC, já que este não teve prorrogação, e, nem cumprimento na
sua totalidade, em verdade.

A protelação
do talão de multa aos agentes de fiscalização de transportes por quase três
anos, a falta de veículos operacionais e pátio oficial da instituição dificultam o trabalho da fiscalização impedindo que as sanções e medidas legais sejam aplicadas e com
isto possibilitando que os permissionários descumpram a legislação e o TAC,
proporcionando o desserviço e transtornos à população de Camaçari, que vem sofrendo diariamente com o transporte.
O Sindttrans, sindicato da categoria, tem buscado a justiça para conseguir melhores condições de trabalho para a categoria já que a instituição não se abre para o diálogo.
O Sindttrans, sindicato da categoria, tem buscado a justiça para conseguir melhores condições de trabalho para a categoria já que a instituição não se abre para o diálogo.



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