Nesta quarta feira (8),
um grupo com diversos agentes de trânsito e transportes da STT de Camaçari
foram até a Câmara Municipal se reunirem com os vereadores da oposição para
denunciar os abusos e assédios sofridos no trabalho; o descaso da instituição para
com as condutas dos comissionados que desrespeitam os colegas e a questão da má
estrutura e falta de equipamentos de trabalho, já que nestes quase cinco meses
de gestão só se faz ameaças de exoneração, promessas e muita politicagem,
iludindo a população e culpado os agentes, que se quer tem água pra beber. Ao
invés de buscar melhorias na qualidade do serviço prestado, o que se nota é o
interesse na condução ditatoriana por parte do gestor Claudécio Taroba. Pena
que do seu gabinete ele não enxerga que os sanitários não têm papel; que os
bebedouros não trocam os filtros nem tem copos e nem vê os seus funcionários
comissionados (indicados), utilizarem os equipamentos públicos para fins
impróprios, como por exemplo, os carros (indevidamente chamados de viaturas), sendo
usados para fins particulares e os computadores da instituição para acesso a
facebook e jogo de paciência durante o expediente. Dentre tantas outras coisas.Recepcionados
no gabinete do vereador Elinaldo, contaram ainda com o apoio dos vereadores
Jorge Curvelo e Junior Borges, todos da oposição, visto que o governo já foi
alertado por diversas vezes, acerca dos acontecimentos desumanos e imorais que
ocorrem na STT desde 2011 e nunca se posicionou nem buscou corrigir os erros.
Diferentes disto, estes vereadores questionaram por diversas vezes o porquê dos
cotidianos problemas no trânsito e no transporte da cidade, até que descobriram
que a causa do problema é a falta de condições de trabalho para os agentes por
conta da má gestão do órgão, STT, que ainda insiste em ser um ambiente político
e um cabide de empregos, ao invés de ser um órgão operacional.
A situação exposta aos
vereadores é digna de um filme de drama. Os agentes são colocados pra trabalhar
em turnos que prejudicam os estudos. São escalados em postos ermos e distantes,
sem água nem sanitário. As faltas indevidas e o não pagamento de extras já
viraram coisa corriqueira na diretoria de transportes. As denúncias contra os
comissionados não dão em nada. Há caso de uma agente de transito que esta sendo
obrigada a levar a filha para o posto de trabalho, por que o gerente trocou o
seu turno de trabalho e o superintendente disse que não podia permitir que ela
retornasse ao seu turno, trocando com um colega que também foi deslocado sem
ser comunicado. Recentemente o gerente de transporte deu falta em todo o
efetivo, na sexta feira Santa, sem ter feito escala de horas extras e o pior é
que o próprio superintendente afirmou que a falta estava correta e que não iria
retirar; os agentes tiveram que provar que não houve escala de serviço no
feriado para não terem mais este prejuízo. Há caso de agente que esta com
extras pra receber ainda do Camaforró e dezembro de 2011. Há caso de agentes
que não são escalados nas horas extras (punição) e de outros que ultrapassam o
limite legal, ficando ainda com dinheiro pra receber no próximo mês. Há casos
de agentes que estão há seis meses no mesmo posto na orla, isolados sem
sanitário nem apoio operacional. Sem contar que a diretoria de transporte não
entregou ainda o talão de multas aos agentes, mesmo sendo cobrada desde 2011.
Falta água, não tem farda, não tem viaturas nem combustível e até denúncia de
assédio sexual de um comissionado contra uma concursada. Outro caso
interessante é a declaração da STT que foram comprados 250 cones. Mas não sabem
onde estão (!?). Estas são apenas algumas poucas atrocidades que acontece nos
porões da STT, de forma que a população não saiba, para que os agentes sejam
sempre os culpados pela má qualidade no serviço prestado e a prefeitura
continue dizendo que esta tudo bem, mesmo sabendo da bagunça que esta aquilo
lá.
Da reunião com os vereadores, gerou-se uma convocação de
reunião com o superintendente da STT, para esta quinta-feira (9), que
compareceu junto com o gerente de trânsito, com o assessor técnico (irmão de um
subsecretário) e com o chefe de gabinete. Mas, não surtiu efeito algum, ao
ponto do vereador Jorge Curvelo disponibilizar um advogado para que seja
impetrada uma ação coletiva de assédio contra a STT.
Esta é mais uma investida da categoria, que já foi ao Ministério
Público do Trabalho (que gerou uma ação civil pública), ao Ministério Público Estadual,
de onde são aguardadas respostas desde a lavagem de Arembepe de 2012 (onde a
STT contratou empresa de segurança para fazer o serviço dos agentes de
trânsito), além de diversos veículos de comunicação, expor à população o porquê
do desserviço prestado e que o descaso com a mobilidade urbana não é sentida só
na pele do agente. É sentida principalmente pela população que sofre todo dia
no trânsito e nos pontos de ônibus. Vítima do descompromisso da gestão com a
população e refém da desqualificação técnica dos superiores, já que há diretor
que era vigilante da saúde, assim, como rumores de comissionados que nem
segundo grau tem.
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