ARQUIVOS

terça-feira, 2 de outubro de 2012

STT DE CAMAÇARI NEGA TAC DA ÁGUA NO MPT.

Diversos servidores públicos da STT (Superintendência de Transito e Transportes de Camaçari), mais os diretores e advogados do SINDTTRANS (Sindicato dos Servidores de Trânsito e Transportes de Salvador e Região Metropolitana), compareceram no dia 24 de setembro à terceira audiência marcada com o MPT (Ministério Público do Trabalho), na expectativa de um acordo, através de um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), entre a STT e o MPT. Infelizmente, os problemas vivenciados pelos servidores da STT irão continuar por mais algum tempo, por conta da má vontade do órgão em resolver os problemas estruturais e acabar com os assédios praticados contra os concursados.

Como se já não bastasse os agentes de trânsito e transporte trabalharem em pé, proibidos de sentar durante as seis ou doze horas de serviço, expostos à poeira, ao sol, à chuva e aos riscos, e também à fumaça, ruídos e alto-falantes dos veículos, a STT não quis assinar o TAC que garantia água potável para beberem nos postos de serviço, protetor solar (para evitar o câncer de pele), papel higiênico no banheiro da STT e fim dos assédios morais e perseguições, inferidos contra os concursados. O atual colapso viário e o sucateamento do transporte público de Camaçari são meros reflexos de uma gestão que não consegue organizar itens básicos na STT. Instituição responsável por organizar o trânsito e o transporte municipal.

A STT pagou três advogados para irem ao MPT e não falarem praticamente nada. Só abriram a boca para pedir mais tempo, a fim de atrasar o andamento do processo, é claro. Vale frisar que valor gasto mensalmente com estes três advogados, que não devem advogar à instituição (dois assistentes jurídicos comissionados, e uma, de um escritório contratado por altas cifras), seriam mais que suficientes, para sanar os problemas estruturais. Sendo que das três audiências realizadas, a autoridade responsável pela STT, a superintendente Beatriz de Paula, foi uma e faltou duas. Disse na segunda audiência (ocasião que compareceu), que não pode fazer nada. E que além de recém nomeada já recebeu os problemas causados pelo ex-superintendente Anderson da Silva dos Santos (o cara que afundou a STT). E que agora a responsabilidade é da Prefeitura Municipal de Camaçari, pois sem o beneplácito do alcaide, ela nada pode fazer. Por conta disto, a prefeitura foi citada para esta terceira audiência, mas, também não enviou representante. Deixando ficar clara a falta de vontade em resolver os problemas. Com isso, o Procurador do Trabalho, Dr. Marcelo Brandão de Morais Cunha, resolveu encerrar essa fase de tentativa de acordo extrajudicial, frente aos denunciados não demonstrarem intenção alguma de ajustar a conduta. Sendo que a partir de agora, será composta uma AÇÃO CIVIL PÚBLICA para identificar os assediadores, avaliar a extensão da ingerência administrativa e viabilizar medidas para corrigir os problemas e penalizar os responsáveis. Em paralelo a isto, serão apresentadas ao TCM (Tribunal de Contas dos Municípios), pelo SINDTTRANS, denuncias de irregularidades e indícios de gastos excessivos e injustificados, além de outros esquemas suspeitos entre a prefeitura e a instituição, para buscar esclarecimentos do porque de os R$ 6,5 milhões de orçamento anual da STT não são suficientes para comprar água potável, protetor solar e papel higiênico. E papel higiênico, mais que nunca, vai ser muito necessário.

 

Nenhum comentário: