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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

A APNÉIA E OS ACIDENTES DE TRÂNSITO


Foi criado um projeto de lei  pela deputada Zelinda Novaes na qual cita dispositivo obrigando a realização de exame de Polissonografia para condutores de ônibus intermunicipais, interestaduais, internacionais e de turismo. Objetivo da proposta, de acordo com a ilustre autora,  é o de se evitarem acidentes decorrentes do sono de motoristas ao volante.
Embora em outros países vários trabalhos mostrem que indivíduos com distúrbios ventilatórios e a apnéia obstrutivas do sono tenham uma probabilidade maior de se envolverem em  acidentes de trânsitos  como é o caso dos Estados Unidos  onde  vários estados criaram legislação de transito que coíbe  a condução de veículos quando diagnosticada a Síndrome  da Apnéia Obstrutiva  do Sono (SAOS). No Texas, Utah e Carolina  do Norte  essa condição impede o paciente de dirigir veículos de uso comercial, podendo, porém, obter habilitação para automóveis se está, ao menos, há 6 meses em tratamento médico e sem sintomas. O que pode ser um erro, já que a patologia não se torna menos nociva.
A Apnéia Obstrutiva do Sono (SAOS) é uma desordem da respiração caracterizada por obstrução  parcial prolongada das vias aéreas  ou obstrução completa intermitente (por fases de tempo) que interrompem a ventilação durante o sono e os próprios padrões normais deste. Não tratada conduz à morte, acidentes de trânsito e de trabalho (Robinson,  Guilleminault, 99).
E para solucionar este problema e reduzir o índice de acidentes que surge o CPAP (PRESSAO CONTINUA NAS VIAS AEREAS). A ventilação não-invasiva por pressão positiva contínua nas vias aéreas pode ser conceituada como uma técnica que promove a manutenção de uma pressão positiva nas vias aéreas tanto na inspiração quanto na expiração.
 
Após a utilização do CPAP o motorista não tem mais a sonolência excessiva vindo assim a reduzir os acidentes no transito matinal.
Esse dispositivo previne o colapso da via aérea superior e melhora a qualidade de vida. Para ser efetivo, o nível de CPAP deve exceder a pressão crítica de fechamento da via aérea superior. Seu uso por ≥ 4 h/noite normaliza o risco de mortalidade. O tratamento com CPAP reduz custos com hospitalização devido à doença cardiovascular e pulmonar. Essa terapia também reduz os custos associados com acidentes de trânsito.


Por Dr. Mário de Freitas Júnior.
Fisioterapeuta e Assistente Administrativo da
Superintendência de Trânsito e Transporte de Camaçari

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