Em mais um capítulo da novela da
paulatina busca do reconhecimento e condições de trabalho, os Agentes de
Fiscalização da Superintendência de Trânsito e Transportes de Camaçari – STT, este
ano ganharam um tenebroso presente de Natal.
A Proposta de Trabalho dos festejos
do final de ano – Natal e Réveillon, que foi definida em Assembléia com os
servidores, foi devidamente protocolada no gabinete da superintendente da STT, Beatriz
de Paula, seguindo a tradição de negociação distinta em cada grande evento da
cidade. A proposta se manteve a mesma do ano passado, tendo sido adicionado
apenas dois itens novos: a concessão do abono anual de faltas, legalmente
previsto no Estatuto do Servidor, que foi dado entrada no inicio do ano e até
então se encontra parado e sem resposta e o abono das faltas referentes ao dia
16 de novembro, ponto facultativo para a instituição. No demais, todos os
outros itens seguiram a mesma proposta feita e aceita no ano passado.
Este ano, para a surpresa de todos,
não foi aberta a cotidiana mesa de negociação. A resposta negando todos os
itens foi posta no mural de forma somítica e sorrateira, a qual foi levada à
Assembléia (dia 20), que repudiou tal forma e decisão. Esta, por contato com a
Secretaria de Governo, definiu uma comissão de servidores para dialogar com o
secretário Francisco Franco a respeito da negativa geral, pois se achava que
poderia melhorar em algo. Ledo engano.
Após marcha na rua sentido SEGOV,
ao contrário do que todos esperavam, o secretário mostrou-se totalmente
conivente com a superintendente, chegando a soltar que já tinha tido reunião
com a mesma para definir a resposta maldita e que ela disse que não sentaria
com os Agentes, pois, são mal educados e desrespeitadores (e quando ela sentou
com os Agentes?). Depois de muita balela, pouco caso, nenhuma resolução e
negativa de uma nova proposta dos Agentes, o secretario lançou a proposta de
BONIFICAR com UM DIA DE FOLGA o servidor que trabalhar na noite do Réveillon e
pagar hora extra apenas depois de meia-noite. Assim, os servidores escalados
para tal feito, receberiam algo em torno de R$ 60,00 e um dia de folga, que
deveria ser tirado de imediato. Ou seja, os outros servidores trabalhariam de
graça nos demais dias do feriadão e os que não fossem seriam punidos,
provavelmente com suspensão, como já ocorreu. Quando o secretário disse que a
proposta só era aquela relativa à folga, mas que tínhamos o direito de
paralisar e não trabalhar a comissão entendeu que realmente estava conversando
com a pessoa errada.
Mesmo
assim, a proposta do secretário foi apresentada em Assembléia, sexta, dia 21, e
foi rejeitada por unanimidade pelos Agentes, que decidiram seguir o conselho dele
e promover uma PARALISAÇÃO DE 48 HORAS, que cairá nos dias 24 e 25 de dezembro,
a fim de tentar abrir um canal de comunicação direto com o executivo, para ao
menos o Réveillon. Na ocasião, após a Assembléia, os Agentes promoveram uma
passeata no centro da cidade, demonstrando a indignação com o descaso da STT e
da SEGOV para com os Agentes e a população, em pleno período natalino. Vale
lembrar que na última negativa, durante festa de Arembepe, a STT contratou de
forma irregular e superfaturada uma empresa de segurança particular para
realizar o serviço dos Agentes, promovendo a usurpação de função pública que é
crime previsto no Código Penal, e que gerou denúncia e inquérito no Ministério
Público.



Nenhum comentário:
Postar um comentário